quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Segundo a Teoria da Física Quântica: “A informação nunca se perde” Será isso realmente verdade?

Autor: Roberto das Neves


Segundo um artigo a ser publicado na Physical Review:

“Dois pesquisadores efetuaram cálculos que demonstrariam que um Buraco Negro evapora, (emissão de radiação Hawking) antes que qualquer objeto que o orbite no disco de acresção caia além de seu horizonte de eventos.

Desta forma, se sentássemos na borda de um buraco negro e arremessássemos uma bola em sua direção, veríamos a bola orbita-lo a velocidades cada vez maiores até próximo à velocidade da luz, mas jamais a veríamos desaparecer além do horizonte de eventos, isto porque, ele nem existiria para o observador externo, já que para este, o tempo de formação de um horizonte de eventos seria infinito.



Isto solucionaria a questão da perda de informação em um buraco negro. Pois, segundo a teoria quântica, a informação jamais desapareceria de nosso Universo.

A massa colapsante do núcleo de uma Supernova supermassiva continuaria em contração diminuindo seu tamanho, porém, jamais colapsaria atingindo o tamanho limite para gerar um horizonte de eventos ( raio de Schwarzschild    ) devido a evidência da existência da radiação pre-Hawking, uma radiação não térmica que permite que a informação da natureza do objeto colapsante seja recuperada a distância da massa colapsante ( distante do buraco negro, visto da Terra, por exemplo ) .

"A radiação não térmica pode carregar informação diferentemente da radiação térmica.”

Isto significa que: um observador externo, olhando um objeto colapsar, recebe radiação não térmica de volta, e pode ser capaz de reconstruir toda a informação do objeto inicial e assim, a informação nunca se perde." disse Tanmay Vachaspati, um dos autores do artigo.”



Eu tenho sérias questões em relação a formulação e o resultado da hipótese quântica do relatório acima.



Primeiramente, os dois autores, criaram e tentaram ao mesmo tempo, validar uma teoria que visa solucionar o problema da perda de informação, pois, segundo a mecânica quântica, a informação nunca se perde.

1 ) A primeira questão que coloco é: A mecânica quântica é uma teoria completa?
Não, ela não é.

2 ) Todos os componentes contidos na teoria da mecânica quântica foram comprovados?
Não, não foram.

3 ) A teoria quântica é científica ou é filosófica? (Para que você entenda melhor sobre a resposta que coloco abaixo, leia o meu texto, onde faço uma análise sobre o que são teorias):  http://gilghamesh.blogspot.com.br/2012/08/teorizando-as-teorias.html

Até agora, a grande parte da teoria quântica é muito mais filosófica do que científica, pois está ela, alicerçada sobre três hipóteses, nenhuma delas confirmada completamente e experimentalmente:

1 ) O modelo atômico de Heisenberg/Broglie ( não existe confirmação, então, a hipótese ainda é puramente filosófica)

2 ) O principio da incerteza de Heisenberg. (Uma concepção também sem confirmação, pois na época, não podíamos afirmar com certeza a hipótese, então, ela também está no campo de hipótese puramente filosófica).

3 )  A teoria da dualidade da matéria de Louis de Broglie, ou Teoria da onda-partícula (Que foi supostamente confirmada, mas hoje, através de novos experimentos, está sendo desacreditada (e por tabela, derruba também a teoria do princípio de incerteza) e com isso, confirmando que: Nos experimentos antigos da dupla fenda, foram tiradas conclusões absurdamente  errôneas:


Todas as formulações da teoria quântica são baseadas nesses três princípios, que são princípios filosóficos e não científicos.

E complementando, fórmulas matemáticas dizem aquilo que queremos que elas digam, mas não dizem necessariamente, a verdade observável.

Os cálculos efetuados por esses dois pesquisadores, partem da suposição que: um buraco negro é na verdade um espaço vazio, onde tudo o que ele supostamente absorveria, não seria absorvido, mas sim, ficaria eternamente em órbita desse espaço vazio. (Tentando assim, validar e salvar uma parte da teoria quântica que preconiza que a informação jamais se perde.).

A questão que deveria ser corretamente elaborada é: A informação nunca se perde, a informação se perde, a informação se degrada, ou a informação é reciclada?

Os dois pesquisadores, partem do princípio que: A informação nunca se perde, e descartam as outras hipóteses de imediato, pois, estas outras hipóteses anulariam a validade de mais uma parte da já abalada teoria quântica.

Reduzindo a miúdos: Varreram para baixo do tapete, três hipóteses comprometedoras.

Então, tendo como base a pergunta correta, que abarcaria as quatro hipóteses e não somente uma, criei um experimento mental que nos leva a uma conclusão totalmente diferente.

Partamos então para o experimento:

Imaginemos um ser humano que existiu e fez parte ativa da nossa história.

Tomarei como exemplo: Júlio César.



Júlio César é um pacote de informações contidas dentro de um corpo.
A soma de todas essas informações é Júlio César.
Júlio César morreu, seu corpo entrou em decomposição, os líquidos contidos em seu corpo evaporaram, seus tecidos foram comidos por bactérias, seus ossos se dissolveram, outras bactérias comeram as bactérias, algumas bactérias morreram e serviram de adubo para que uma planta pudesse germinar, um animal comeu essa planta, esse animal foi comido por outro animal, e assim por diante.

O local onde jazia o corpo de Júlio César passou por convulsões: terremotos, chuvas, enchentes, ação dos ventos, sol, etc.. (vamos imaginar a terra como um liquidificador que mistura tudo.)

Chegará um momento em que todos os átomos que formavam Júlio César se espalham por todo o planeta.
Possivelmente hoje, você que está lendo este artigo, poderia possuir alguns átomos que pertenceram a Júlio César, possivelmente, alguns átomos dele, estejam fazendo parte das folhas de um dos seus livros ou cadernos, e poderiam até mesmo, fazer parte do seu celular, da sua casa, do asfalto de sua rua, do ar que você respira, da água que você consome, etc., etc., etc..

Vamos imaginar que daqui a alguns milhares de anos, num incrível golpe do acaso, todos esses átomos que deram origem ao bebê Júlio César, fossem reunidos novamente para a formação de um novo ser humano.
Este ser humano que possui todos esses átomos, ou seja, todas as informações que pertenceram ao bebê Júlio César, seriam novamente Júlio César?

A resposta é não.

Para que elas pudessem ser Júlio César novamente, Júlio César teria que estar vivendo no mesmo período histórico, teria que viver todas as experiências vividas por ele novamente, teria que receber o mesmo tipo de educação, teria que ter ingerido os mesmos líquidos, teria que comer as mesmas comidas, teria que ter interagido com as mesmas pessoas, teria que ter sofrido os mesmos acidentes, conquistas, experiências de vida, em suma, para que Júlio César pudesse ser Júlio César novamente, ele teria que passar por tudo o que experimentou, viveu e passou, além de conseguir juntar novamente, tudo aquilo que foi usado para compor o seu corpo adulto.

Isso é impossível, pois, quanto mais um evento se afasta de outro, mais se degrada uma informação, ou seja, mais ela é reciclada, impossibilitando a utilização da informação original.

Faça um novo experimento mental para comprovar essa hipótese, usando agora como exemplo, um o primata, uma chimpanze: A Australopithecus Lucy.



Tente reunir toda a informação que deu origem a ela, e tente “remonta-la”...

Tentar imaginar a possibilidade de o acaso juntar novamente todos os átomos que compuseram a chimpanzé Lucy, seria a mesma coisa que tentar criar e instalar um programa desenvolvido para o sistema Windows 3.x em um sistema Windows 8.0, simplesmente não irá rodar, a informação existe, mas não pode ser mais utilizada, pois o sistema evoluiu, tornando a informação incompatível, então, a informação é necessariamente reciclada para poder ser reutilizada.

Isso significa que, apesar de toda a informação necessária para compor o indivíduo chamado Júlio César existir, ou, toda a informação da chimpanzé Lucy existir, estas informações serão degradadas e recicladas a tal ponto, que nunca poderão ser recuperadas novamente, pois os sistemas evoluem, quanto maior o período entre a geração da informação e a sua tentativa de recuperação, maior a incompatibilidade.

Com um simples experimento mental, você derruba mais uma hipótese viagem na maionese da teoria quântica, (que se vale da varrição pra baixo do tapete de outras hipóteses que deveriam ser levadas em consideração), para tentar validar suas conclusões dúbias, através de hipóteses “selecionadas a dedo, para tentar salvar a já moribunda teoria quântica, uma quase religião dentro da física”.

Se, matematicamente computarmos as observações da hipótese de que: “A informação se degrada e é reciclada, e que, a informação original torna-se incompatível devido à evolução dos sistemas”, veremos que a análise do seu resultado, confirmará a observação desenvolvida puramente de forma filosófica, tornando-a assim, uma teoria plenamente científica.

Mas, mais uma vez, os defensores da teoria quântica, virão com a desculpa: “Apesar de tudo, a física quântica funciona!” (apesar de falhar vergonhosamente muitas vezes), “funciona”,  porque ela conseguiu achar algumas respostas dúbias e não foi ponto de partida para desenvolver algumas tecnologias, que poderiam possivelmente, ser descobertas até mais facilmente, sem ela.

E eu digo: “A Física funciona, apesar da mecânica Quântica!”. 

E não custa lembrar uma coisa: Einstein, lutou até o fim de sua vida, contra a implantação das Teorias Quânticas no mundo da Física.



Einstein acreditava que a natureza em seu funcionamento, é muito mais simples e causal, para ele, a natureza não é misteriosa e complexa como quer nos fazer acreditar a teoria quântica.

Eis uma reportagem sobre a luta de Einstein contra a Mecânica Quântica: http://revistapesquisa2.fapesp.br/?art=3765&bd=1&pg=1&lg=
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