quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve... Só que, não...


Autor: Roberto das Neves

Infelizmente, a frase de grande impacto do título deste artigo, que era usada em uma clássica série de ficção científica, será extremamente minimizada, através da lógica e pela razão, aliadas ao experimentalismo e pelas leis imutáveis da natureza...

Vamos abordar os seguintes temas:

A velocidade de uma nave enquanto singra o espaço,
O problema velocidade x combustível,
O problema de parar uma nave em alta velocidade,
O problema das partículas que colidem com uma nave,
A fantasia dos campos de força,
A fantasia sobre naves espaciais viajando na velocidade da luz ou velocidades superiores à da luz,
O mito da energia gravitacional dentro de uma nave,
O mito da energia anti-gravitacional utilizada pelas naves para se deslocar na atmosfera de um planeta, sem a necessidade de utilizar asas de sustentação, ou hélices que substituam essa sustentação,
A fantasia das dobras espaciais,
A fantasia da entrada em buracos negros,
A fantasia da comunicação mais veloz do que a luz,
A fantasia do tele transporte,
A fantasia da viagem temporal,
A fantasia de se viajar entre universos alternativos que coexistiriam com o nosso próprio universo.


Os partidários defensores dessas hipóteses argumentam que, antes de várias coisas terem sido criadas pelos humanos, sempre surgiam pessoas que afirmavam que tais coisas jamais poderiam ser inventadas e funcionarem, como por exemplo: o motor à combustão, os trens, os aviões, os motores elétricos, o telefone, etc., etc., etc.

Contudo, nenhuma das invenções que desenvolvemos e construímos até hoje, jamais feriu, quebrou ou foi contra o estabelecimento das leis da natureza, que são imutáveis e inquebrantáveis, e por isso, puderam ser imaginadas e construídas.

Então, vamos desmistificar certas hipóteses que quebrariam tais leis da natureza.


A suposta altíssima velocidade que uma nave pode atingir enquanto singra o espaço:


Ficamos maravilhados quando em livros, filmes e até mesmo apresentações de físicos teóricos quânticos, nos informam que existe a possibilidade de naves espaciais, poderem viajar em velocidades altíssimas: próximas, iguais ou superiores à velocidade da luz...

Infelizmente, existem leis da natureza que são inquebrantáveis, e parece que os físicos quânticos acreditam que simplesmente achar que o fato de imaginarmos naves viajando a altíssimas velocidades, que tal imaginação, possa tornar-se realidade e possa quebrar essas leis imutáveis da natureza.

Partindo do princípio: A velocidade da luz, só pode ser atingida pelos fótons. Os fótons são as menores partículas materiais que existem e que possuem a menor massa, sendo essa massa, quase irrisória.

Trocando em miúdos: Quanto maior em volume e mais massa um objeto possuir, menos velocidade ele pode alcançar ao viajar pelo espaço.

E não adianta acreditar piamente que quanto mais energia você injetar em um motor espacial, mais a nave poderá se aproximar da velocidade da luz.

As leis da natureza são inquebráveis, quanto mais energia, mais combustível, maior será o tanque de combustível, maior será o seu tamanho, e maior será a sua massa, sendo menor a sua velocidade.

A coisa funciona assim: Uma nave com energia infinita requer um tanque de combustível infinito, possuindo então, uma massa e tamanho infinitos. Imagine a construção e o material necessários para construir e tentar locomover tal nave...

Você pode imaginar, por exemplo, que possamos criar um motor que funcione à base de emissão de fótons ou micro ondas, ou qualquer outro tipo de energia ou raios cósmicos, que não precise ser acumulada dentro de algum tipo de tanque de combustível, pois, tal energia exista livremente viajando pelo espaço e poderia ser coletada enquanto a nave viaja.

Observe um satélite, uma cápsula de voo ou mesmo um astronauta solto livremente no espaço, eles estão constantemente e interruptivamente bombardeados por fótons emitidos pela nossa e por outras estrelas e sendo bombardeados por ventos causados pelos raios cósmicos, no entanto, eles não são empurrados por esses fótons ou raios cósmicos que os estão atingindo, eles não são empurrados, por um motivo muito simples, seus tamanhos e massas, são muito superiores às massas dos fótons e dos ventos gerados pelos raios cósmicos que estão sendo emitidos pelas estrelas.

Você poderia imaginar, por exemplo, um motor de alta concentração de energia, tal como um emissor de raios laser ou de micro-ondas, contudo, quando você aciona um mecanismo laser, você não vê tal aparato sendo empurrado para trás ao ser acionado, e não vê um objeto ao ser atingido pelo laser, ser empurrado para trás.

Contudo, no espaço, tais raios poderiam movimentar uma nave, pois, no espaço, uma nave não teria peso, mas, continuaria a possuir tamanho e massa, então, sua velocidade de locomoção por esse meio, seria extremamente mínima, quase inexistente e totalmente irrelevante.

Novamente: suas massas e tamanhos são superiores à massa do raio laser emitido, por isso, não se deslocariam jamais em velocidade, muito menos em altas velocidades.

Você poderia argumentar: “Mas, o raio seria emitido constantemente, fazendo com que assim, se forma-se um efeito acumulativo para mover a nave a grandes velocidades.”.

Sim, poderia se formar hipoteticamente, um efeito acumulativo, só que esse efeito acumulativo, aconteceria tão lentamente, que se passariam trilhões de anos até que tal efeito de grande velocidade pudesse ser atingido, fazendo com que uma nave de grandes proporções pudesse ser movida, mas essa velocidade, jamais chegaria próxima a velocidade da luz.

Quanto maior o tamanho da nave, maior a sua massa e menor será a sua velocidade.

Por esses motivos, podemos apenas imaginar, mas não podemos construir motores que impulsionem naves para velocidades próximas, iguais ou maiores que a velocidade da luz.

Poderemos criar motores que impulsionem nossas naves a grandes velocidades, mas essas velocidades chegariam ao máximo, a menos de um por cento da velocidade da luz, dependendo de seu tamanho.


Os motores de uma nave:


Sempre vemos em filmes, potentes motores impulsionando uma nave, e quando se quer diminuir a velocidade, ou parar essa nave, os personagens dos filmes simplesmente diminuem a velocidade de empuxo dos motores, ou simplesmente desligam os motores.

Milagrosamente, as naves diminuem de velocidade ou param instantaneamente.

Mas, a verdade é muito mais sombria.

Um objeto que se desloca no espaço, tenderá a continuar a se deslocar na mesma velocidade, mesmo que se diminua a velocidade de empuxo do motor, ou se desligue seu motor.

Isso é causado pela inércia. Um objeto em movimento uniforme no espaço continuará a manter o seu movimento uniforme, enquanto não for aplicado a ele, uma mesma força contrária a sua direção de deslocamento.

Como o espaço é formado por semi-vácuo, existe nele, pouco material de atrito que diminuiria a velocidade rapidamente ou, parando a nave em movimento.

Para diminuir a velocidade da nave ou mesmo pará-la, seria necessária a instalação de um motor a mais, instalado na frente da nave, que, ao ser acionado, diminuiria o deslocamento causado pelo motor traseiro, que seria desligado, para parar de continuar a impulsionar a nave para frente.

Uma nave viajando em grande velocidade jamais pararia instantaneamente, ela pararia vagarosamente, pois, para parar uma nave instantaneamente, o motor na frente da nave, teria que ser gigantescamente mais potente do que o motor instalado em sua traseira.

Isso, sem contar o problema da tentativa de se parar uma nave instantaneamente, viajando à altíssima velocidade, tudo o que está na nave, atrás do motor da frente, o motor de frenagem, sofreria um efeito de compactação, esmagando a própria nave, seus tripulantes e seu próprio motor de frenagem na frente.

E o problema, não para por aí.

Vamos supor que uma nave com potentes motores, comece uma viajem, de nosso planeta, até um suposto sistema estelar que possua em sua órbita, um planeta que poderia ser parecido com a Terra.

Esse sistema estelar se encontra há 100 anos luz de distância de nós.

Vale lembrar que: 1 ano luz, representa a distância de 9,3 trilhões de quilômetros.

Vamos supor que o motor da nave consegue atingir a velocidade de um por cento da velocidade da luz.

Esta é uma velocidade altíssima, mas, em termos de distâncias entre sistemas estelares, tem um pequeno problema.

Quando a nave conseguisse, depois de milhões de anos, atingir metade do percurso, essa nave teria que desligar seus motores de propulsão e ligar seus motores de frenagem, para que um dia, pudesse parar no objetivo traçado para a missão.

Isso tudo, repito, é causado pela inércia.

A nave levaria milhões de anos para se locomover até a metade do percurso, e levaria outros milhões de anos para poder parar no ponto de destino, acionando seus motores de frenagem, e desligando seus motores de empuxo durante a metade restante do percurso.


O problema das partículas em movimento existentes no semi-vácuo:


Você poderia dizer: “Tudo bem, já que não podemos viajar na velocidade da luz, podemos viajar em menores velocidades, durante milhares de anos, bastando para isso, criar um sistema de animação suspensa, “congelando” os tripulantes”.

Bom, a questão é que, mesmo que consigamos algum dia, desenvolver tal tecnologia de animação suspensa, existem grandes problemas que não poderiam ser solucionados.

Um deles trata sobre o deslocamento da nave durante milhares de anos, sendo constantemente bombardeada por partículas e raios cósmicos.

Uma nave viajando a grande velocidade sofreria constante desgaste de sua estrutura externa e interna, pois, tais partículas ao colidirem com a nave, causariam estragos cumulativos irreparáveis.

Um pequeno micro grão de poeira causaria o mesmo estrago na nave, que um tiro de fuzil de grosso calibre causaria.

Basta pesquisar no Google, os danos que tais micro partículas causam por exemplo, na estação espacial em órbita da Terra ou em naves espaciais e satélites:


Só que, grande parte das reportagens sobre esses danos, refere-se a danos causados por lixo espacial lançado pelo próprio ser humano em órbita da Terra.

Mas, já dá para ter uma ideia do perigo que micropartículas e partículas viajando livremente pelo espaço, poderiam causar numa nave.

Isso, sem contar que existem no espaço, objetos maiores, que poderiam estar em rota de colisão com a nave, que não poderiam ser detectados, pois, apesar de serem um pouco maiores do que grãos de poeira, não seriam suficientemente grandes, para poderem ser detectados por radares contidos na nave, que informariam os computadores da nave, para que ela muda-se a sua rota para evitar a colisão.

Uma nave, viajando por milhares de anos, nem chegaria ao seu destino, ela começaria a se esfarelar pouco antes de chegar, pois teria se transformado em um enorme queijo suíço, contendo um enumerável número de micro buracos, causados por esses diversos materiais vagando pelo espaço, e seu motor de frenagem, também teria se esfacelado e parado de funcionar, fazendo com que o que restasse da nave, continuasse a viagem, mesmo após ter atingido o destino, a área em que deveria parar.

Sim, os tripulantes em animação suspensa, também teriam se transformado em queijos suíços.

Isso, sem contar que os tripulantes, ao longo de milhares de anos, seriam constantemente bombardeados por altas energias danosas aos organismos vivos, danificando juntamente, seus equipamentos eletrônicos.

Você poderia argumentar: “Podemos desenvolver um tipo de escudo de campo de força, que impediria que micropartículas, partículas e destroços espaciais, além das tais energias cósmicas, matassem os tripulantes e danificassem os equipamentos”.

Sei. Acontece que o nosso próprio planeta, possui uma espécie de campo de força que protege a vida na Terra. Trata-se do campo eletromagnético, que nos protege da maioria das altas energias que constantemente bombardeiam nosso planeta. Mas, esse escudo não nos protege sozinho, sua eficiência depende também, da densa atmosfera que envolve nosso planeta.

E mesmo assim, esse campo não pode proteger a nós e aos nossos equipamentos, caso nosso Sol, passe a emitir, (como, de vez em quando acontece) grandes tempestades de alta energia que causam problemas em nossos equipamentos, como por exemplo: redes elétricas, radares, sistemas de telefonia, etc.

E sem contar que esse escudo natural, não nos protege eficientemente do constante bombardeio de raios ultravioleta, micro partículas, partículas, micrometeoritos, meteoritos, etc.

Sem falar também que, ninguém que propôs a criação de tal escudo em volta da nave, tem a mínima ideia sobre como poderíamos projetar um sistema que crie um escudo eletromagnético, um campo de força realmente eficiente, em torno de uma nave e quanto de energia seria necessário para fazê-lo funcionar, não é mesmo?

Você ainda poderia argumentar: “Já que não podemos criar tal escudo, podemos criar robôs, que cuidariam da manutenção da nave”.

Só que, como sempre, existiriam alguns problemas:

Lembre-se que a nave viajará por milhões de anos. Para que os robôs pudessem fazer a manutenção da nave, a nave precisaria de um estoque gigantesco de peças de reposição de todos os tipos, inclusive, peças de manutenção para os próprios robôs. Além desse estoque, a nave precisaria ter espaço suficiente para manter esse gigantesco estoque.

Comece a imaginar o tamanho que essa nave precisaria ter, sem contar o espaço que seria necessário, para manter esses robôs, juntamente com o espaço de uma oficina automatizada que cuidasse da manutenção dos próprios robôs e da usina que seria necessária para reabastecer esses robôs com energia.


O mito da energia gravitacional gerada dentro de uma nave:


Todo mundo que já assistiu a filmes de naves espaciais futurísticas, notou que as naves, possuem um sistema que torna possível, a geração de energia gravitacional dentro delas, possibilitando que, a um toque de botão, a energia gravitacional seja gerada por um suposto e misterioso equipamento, para permitir que os tripulantes da nave, possam se deslocar tranquilamente pelo piso da nave.

Em muitos filmes, naves inimigas danificam esse equipamento que gera força gravitacional dentro de uma nave, fazendo com que os tripulantes fiquem flutuando à deriva, dentro da nave sem a força gravitacional, gerada pelo suposto equipamento danificado.

Oooooohhhhhh, que legal...

Acontece que, não existe a alegada energia gravitacional, a força gravitacional não é uma espécie de energia de fato, a força gravitacional é o resultado de vários efeitos gerados pelo movimento, não existe uma suposta e hipotética partícula denominada gráviton, que seria responsável pela energia gravitacional, alegada pelos físicos teóricos quânticos.

Quem já leu o meu trabalho no livro: ”Os padrões repetitivos da natureza”, sabe sobre o que estou falando.

Mas, seria de alguma forma, possível gerar um efeito gravitacional, dentro de uma nave?

Sim, seria, e dá-se a esse efeito, até um nome: “gravidade artificial”.

E como isso funciona?

Para que uma nave possa gerar esse efeito, além dos motores que a impulsionem para frente, e os motores que diminuirão ou pararão seu movimento para frente, ela precisará de pelo menos, quatro pequenos motores que farão com que a nave gire em torno de seu próprio eixo.

Esse giro em torno de seu próprio eixo deverá ser tal que, a sua velocidade de giro simule o efeito gravitacional existente em nosso planeta.

Esse efeito será sentido em toda a nave, então, não existirão corredores na nave, as próprias paredes da nave, serão o local onde os astronautas se locomoverão, não existirão pontos de referencia do tipo: em cima, em baixo, teto, ou parede, tudo será a mesma coisa: piso.

Imagine que a nave, tenha o formato cilíndrico. Toda a parede cilíndrica interna, que envolve a nave, será o piso da nave. Se você está em um determinado lado do piso, você verá uma pessoa do outro lado desse mesmo piso circular, de ponta cabeça em relação a você.

É um conceito um pouco complicado de entender, mas, depois que você entende, é fácil imaginar como seria andar dentro da nave.

Para que você entenda a ideia, nada melhor do que um esquema:




A “força” anti-gravitacional utilizada pelas naves para se deslocar na atmosfera de um planeta, sem a necessidade de utilizar asas de sustentação, ou hélices que substituam essa sustentação:


Os teóricos que apoiam essa hipótese se baseiam na ideia de que, através do eletro magnetismo, poderíamos suspender uma nave de grande tamanho, de forma que esse eletro magnetismo superasse a força gravitacional existente no planeta, fazendo com que a nave flutuasse a grandes altitudes na atmosfera.

De fato, através do eletro magnetismo, podemos erguer pequenos objetos de forma que ele flutue a uma baixa altitude da superfície, mas essa altitude é de apenas alguns míseros centímetros.

Mas, para isso, o pequeno objeto precisa estar em uma base, uma plataforma alimentada por energia que manterá o objeto suspenso.

Então, uma nave para se deslocar na atmosfera, precisaria possuir uma base, uma plataforma, que se deslocaria pela superfície do planeta, juntamente com a nave.

Imagine a quantidade de produção de energia necessária para manter uma nave suspensa no ar, a muitas centenas de metros de altura.

Imagine que a plataforma precisaria se deslocar juntamente com a nave, imagine que esta plataforma precisaria ser tão grande quanto o comprimento e largura da nave.

Imagine que essa plataforma precisaria se deslocar em uma estrada, construída especialmente para ela, capaz de alimenta-la com energia que ela usaria para se deslocar e ainda sustentar a nave.

Imagine que, tal coluna de energia gerada para sustentar a nave, além de interferir perigosamente em todos os equipamentos que estiverem próximos dela,  consumirá uma quantidade de força que está além da capacidade de produção, mesmo utilizando-se a energia de todas as usinas que existem na Terra.

Imagine agora, a quantidade de dinheiro para construir e manter tais artefatos, bem como o tamanho e custos da usina específica necessária para gerar uma quantidade de energia tão absurda, sem utilizar as usinas que existem para atender  as nossas demandas normais.
 

A fantasia da Dobra espacial:


Então, você já percebeu os problemas insolúveis com relação à velocidade de uma nave singrando o espaço profundo, e percebeu que existem leis da natureza que são inquebrantáveis.

Aí você diz: “Bem, os físicos teóricos quânticos, dizem que, de acordo com suas equações matemáticas, é possível criar um motor que dobre o tempo e o espaço, permitindo se deslocar de um ponto até outro ponto desse espaço, de forma extremamente rápida, viajando muito mais velozmente do que a velocidade da luz”.

E lhe é apresentado em livros, filmes e palestras dadas por esses físicos quânticos, como seria o funcionamento de tais motores de dobra.

Qual parte das leis inquebrantáveis da natureza, os teóricos quânticos não entenderam?

A hipótese da dobra espacial é baseada em outra hipótese, a hipótese da existência de um suposto tecido espaço temporal, proposta por Einstein.

Já demonstrei em vários de meus textos, que tal hipótese, não passa de mera fantasia matemática catapultada ao patamar de teoria científica “consagrada”.

Você já se perguntou o porquê de, entra ano, sai ano, surgirem, nos meios jornalísticos, reportagens afirmando que: “A “teoria” de Einstein, foi comprovada”?

Por que existe essa necessidade tão premente e férrea, de ficar afirmando todos os anos que, tal “teoria”, foi comprovada?

Ela já não havia sido “comprovada” antes?

Você não vê isso acontecer com a Teoria da Evolução das espécies de Charles Darwin.

A Teoria de Darwin foi comprovada, ponto final.

Ela passou de hipótese, ao patamar de Teoria científica, de fato, após termos encontrado as evidências que a confirmavam.

Você não vê, entra ano e sai ano, novas reportagens científicas afirmando que “comprovaram a teoria de Darwin”.

Ela já foi comprovada. Ponto final.

A questão sobre a hipótese de Einstein, é que, existem outras hipóteses que explicam o surgimento e funcionamento do universo, de uma forma bem menos viagem na maionese e que passam pelo crivo da ciência de forma incólume.

O “problema” com essas hipóteses, é que elas demonstram que o universo é muito menos complexo, do que os físicos quânticos querem admitir, pois, essa não complexidade, não lhes dá oportunidade para elaborarem outras novas hipóteses tão viagem na maionese, quanto àquelas baseadas na hipótese do tecido espaço temporal de Einstein.

 Os físicos teóricos quânticos não querem largar um osso que lhes dá tanto dinheiro, através que financiamentos em pesquisas, fornecidos por Estados e empresas particulares.

Eles não querem largar o lucro fácil, também advindo de palestras, livros, reportagens e programas cine-televisivos, que os colocam em evidência como “gênios formadores de opinião”.

Bom, após esse desabafo, continuemos a desmistificar essas hipóteses.

Voltando à hipótese da dobra espacial:

Os teóricos quânticos, afirmam que seria possível dobrar e deformar o espaço, de tal forma que, uma nave espacial poderia viajar de um determinado ponto no espaço, para outro ponto mais distante do espaço, simplesmente dobrando-se esse espaço, da mesma forma que você dobraria uma folha de papel, de forma a unir esses pontos separados nessa folha, para que eles ficassem bem próximos um do outro, permitindo que uma nave pudesse passar de um determinado ponto, para outro, quase que instantaneamente.

Eles apresentam alguma evidência sobre essa possibilidade?

Não, nenhuma, eles apresentam apenas cálculos matemáticos, fórmulas matemáticas baseadas na hipótese da suposta existência de um tecido espaço temporal, que poderia ser dobrado ou deformado, tal qual a folha de papel.

Acontece que o espaço é enorme, tão gigantesco, que para nós em nossa minúscula percepção, ele seria praticamente infinito.

O físico matemático Poincaré, teorizou que esse espaço quase infinito, possivelmente teria um formato esferoidal, mas não um formato esferoidal perfeito, ele seria levemente esferoidal.

Pois é, a hipótese da folha que pode ser dobrada, que representaria o tecido do espaço/tempo, já foi pra cucuia...

Então, mesmo o espaço tendo uma forma esferoidal, esse espaço poderia ter, de alguma forma, a possibilidade de se fazer aproximar dois pontos contidos dentro dele, que estão distantes, fazendo com que uma nave viajasse de um ponto para outro, muito mais distante, de forma rápida, mais rápida que a velocidade da luz?

Vamos exemplificar com um experimento:

Pegue uma bexiga, não totalmente cheia de ar. Essa bexiga, de um jeito muito ruim, representaria a forma esferoidal do espaço.

Segure a bexiga, e com um dos dedos da mão esquerda, cutuque a bexiga, exercendo pressão. Enquanto isso, com a mão direita, cutuque o outro lado da bexiga, também exercendo pressão.

Chegará um momento em que, o pedaço da bexiga em que você está exercendo pressão com a mão esquerda, se unirá com o pedaço da bexiga que você está exercendo pressão, com a mão direita.

Oh, que legal! Então, se uma nave espacial está posicionada no pedaço da bexiga que está sendo pressionada pela mão esquerda, se encontrará com o pedaço da bexiga que está sendo pressionada pela mão direita, em poucos segundos, a nave poderá passar de um pedaço para o outro, que antes, estavam separados, e que, passarão a continuar separados, voltando a sua forma original, quando eu parar de fazer pressão em ambos os lados.

Só que, o buraco é muito, muito mais embaixo...

Tente imaginar o real tamanho do espaço, tente imaginar tudo aquilo que o contém, tente imaginar as distâncias que existem entre uma galáxia e outra, entre um sistema estelar e outro, tente imaginar toda a matéria/energia que existem dentro dele.

Tente imaginar as quantidades absurdas de energia, que seriam necessárias para aproximar um lado do espaço, com um outro lado desse espaço, deformando esse espaço.

E pior, perceba que essas energias, precisariam ocorrer e ser exercidas, do lado de fora do espaço, para deforma-lo, fazendo com que um ponto dele, se encontre com outro ponto.

Dúvidas em relação à hipótese de que seria realmente possível dobrar e deformar o espaço?


A fantasia da possibilidade de se usar uma nave para a entrada em buracos negros, que seriam, segundo os físicos quânticos, “portais” para outros locais do espaço, ou mesmo, outros universos ou mesmo, outros tempos, passados e futuros:


Então tá, já que não existe a possibilidade de se viajar em velocidades próximas, iguais ou maiores que a velocidade da luz, e não é possível dobrar o tecido espaço/tempo, então, como mágica, os teóricos quânticos sacam de suas mangas, as cartas do baralho da hipótese matemática de que, pode ser possível se viajar pelo tempo e espaço, através de buracos negros ou através de “buracos de minhoca”.

Para começar, um “buraco” negro, é um nome infeliz dado a um objeto real e material que existe no universo, e cujo nome, nos dá a falsa impressão de que tal objeto funcionaria como uma espécie de “ralo”, desembocando em um hipotético “buraco branco”, que despejaria tudo o que entra no buraco negro, que está em um determinado local do espaço, em um outro buraco, localizado em um outro e distante local do espaço.

Os matemáticos quânticos apresentam alguma evidência de que tal hipótese pode ser comprovada?

Não, apresentam novamente, folhas com cálculos matemáticos, cujos cálculos e fórmulas, são baseados em uma hipótese, que é baseada em uma outra hipótese.

Vamos aqui, lembrar a gritante diferença entre hipótese e Teoria:

Hipótese:

Uma hipótese é uma ideia que ainda não foi testada, ou ainda, uma ideia que não obteve uma quantidade relevante de evidências, de testes, que apoiem as conclusões dessa hipótese, ou, cujas evidências apresentadas, podem ser usadas para explicar outras hipóteses, ou ainda, uma hipótese, é uma ideia que não possui nenhuma evidência que comprove as conclusões dessa mesma ideia, sendo que, todos os testes feitos para valida-la, foram negativos ou inconsistentes, demonstrando não possuir nenhuma evidência sólida que a apoie enquanto ideia correta.

Teoria:

Já, uma teoria, é uma ideia que nasceu primeiramente como uma hipótese, sendo que, ela torna-se uma teoria de fato, quando todos os testes e todas as evidências encontradas, apontam para as conclusões dessa ideia.

Então, uma teoria, é uma ideia comprovada por fatos, cujo resultado é baseado em testes e evidências que a corroboram.

Uma hipótese é uma ideia que não possui, ou ainda não conseguiu obter uma quantidade mínima de evidências que a corroborem, ou, que as evidências também expliquem outras hipóteses contrárias à hipótese inicial.

Após ter explicado isso, vamos corrigir o termo: “buraco” negro:

Um “buraco” negro é na verdade, um objeto massivo, cuja massa e “força” gravitacional, são tão grandes, que até fótons que estejam viajando próximos a sua superfície, são capturados.

Um “buraco” negro é uma estrela cujo tamanho e massa são tão grandes que nem a luz pode escapar de sua superfície.

Então, o termo correto, seria: Estrela negra, e não, “buraco” negro.

Sendo uma estrela que não brilha, seria impossível entrar nela e viajar através dela, até um hipotético “buraco” branco.

A nave seria esmagada, feita em picadinhos pela gigantesca “força” gravitacional que engole qualquer coisa capturada que se aproxime de sua superfície.

Os pedacinhos da nave passarão a formar parte do material contido na estrela, serão desmontados em átomos, graças à fusão atômica, a mesma fusão que ocorre nas estrelas normais, que não possuem nem o tamanho e nem a “força” gravitacional necessária para engolir fótons.

Aí, você poderia argumentar: “E os buracos de minhoca? Eles não poderiam ser utilizados para passar de um determinado local, para outro, do outro lado do universo?”.

Buraco de minhoca é uma abstração matemática oriunda das hipóteses de Einstein. Os buracos seriam tão pequenos que, um elétron, ao tentar passar por ele, ficaria entalado.

Os físicos teóricos quânticos afirmariam: “Podemos criar buracos de minhoca, suficientemente grandes, para podermos passar uma nave espacial por ele”.

Mas, não dizem como criar tais buracos, qual a quantidade absurda de energia necessária para gera-los e nem mesmo, se tais buracos realmente existiriam e iriam para algum lugar.

Novamente, em sua defesa, apresentam calhamaços de equações e fórmulas matemáticas, hipóteses baseadas em outra hipótese.

E lucrariam, com suas ideias, através da obtenção de mais verbas governamentais e de empresas particulares, para desenvolverem experimentos para testar suas hipóteses, além de lucrarem ao apresenta-las, como já o fazem em: palestras, vídeos, reportagens, livros, etc.


A fantasia da comunicação mais veloz do que a luz:


Nos livros e filmes, vemos que os tripulantes de uma nave, se comunicam com suas bases, outras naves, ou seus planetas de origem, que estão localizados a bilhões de quilômetros de distância.

Para se comunicarem instantaneamente, eles usam uma hipotética comunicação “sub-espacial”, que violaria as leis da natureza.

É possível violar as leis da natureza?

Não.

A comunicação é feita através de ondas de radio. As ondas de radio viajam na velocidade da luz.

E não existe a possibilidade de que algo possa viajar além dessa velocidade.

A luz e as ondas de rádio não podem ser mais rápidas do que a si mesmas.

Muito menos, ser instantâneas.

A lei é lei, ponto final.


A fantasia do tele transporte:


Nos livros e filmes, vemos que muitas naves, possuem um sistema de transporte muito criativo, e que, além de violar muitas leis da natureza, viola um princípio básico dela: Nada acontece de forma instantânea.

O tele transporte instantâneo de um lugar para outro:

Basta acionar um equipamento, e instantaneamente, um tripulante ou algum objeto que está em um planeta, é transportado para dentro da nave.

Outro problema que não pode ser explicado, é que, o passageiro instantaneamente, tem a sua massa e todos os átomos que o compõe, transformados em fótons no ponto de origem, que instantaneamente, são retransformados em massa e átomos novamente, e reconstruídos em moléculas de vários tipos, em seu ponto de destino.

Creio que não preciso explicar a não possibilidade de tais eventos proporcionados pelo tal tele transporte.
Tente imaginar a quantidade absurda de energia a ser utilizada, tente imaginar o tamanho do hipotético computador que armazenaria todas as informações necessárias para desconstruir e reconstruir uma pessoa ou objeto, que foram transformados em fótons. Tente imaginar a velocidade de processamento e a quantidade de dados que tal computador precisaria ter.

Tente imaginar como, a partir de fótons, você poderia recriar átomos, moléculas e estruturas biológicas complexas.

Finalmente, lembre-se que fótons viajam na velocidade da luz, e não de forma instantânea.

Basta que você pense e analise essa hipótese do tele transporte instantâneo e apresente evidências que a corroborem, para que eu mude de ideia.

Os físicos quânticos não apresentam, aliás, nem tentam, sabem que é impossível. Mas sabem que esta é uma ideia muito lucrativa, para ser apresentada em suas palestras, reportagens, vídeos e livros.


A fantasia da viagem temporal:


E, mais uma vez, você já leu, ou assistiu, em livros, filmes, reportagens e palestras de físicos teóricos quânticos, que afirmam que existe a possibilidade de se viajar pelo tempo, tanto para o passado, quanto para o futuro, podendo inclusive, parar ou diminuir e até mesmo aumentar a velocidade do tempo.

E novamente, os teóricos apresentam equações matemáticas, formuladas e baseadas em hipóteses, que são baseadas em outra hipótese.

É divertido ler hipóteses baseadas em outra hipótese. Através desse mecanismo e usando a matemática, você pode criar as mais insanas ideias, e apresentar formulas matemáticas para dar aval para “validar” a sua hipótese...

Mas isso não significa que tais fórmulas matemáticas, sejam uma representação da realidade.

Novamente, os matemáticos teóricos, se utilizam das hipóteses de Einstein sobre a existência do tal tecido espaço/temporal e que tal tecido pode sofrer deformações.

E, mais uma vez: As leis da natureza são inquebrantáveis. O tempo segue em uma única direção: do presente para o futuro.

Não é possível mudar a direção do tempo, atrasa-lo, para-lo, avança-lo, ou retrocede-lo.

Bom, se fosse possível, como seria o funcionamento de tal máquina do tempo?

Primeiramente, tal maquina, precisaria necessariamente, ser montada dentro de uma nave espacial.

Por quê?

Primeiramente: A Terra gira em torno de seu próprio eixo, a uma velocidade de 1.674,71 km por hora.

Além disso, a Terra gira em torno do sol, a uma velocidade de 106.798 km por hora.

O nosso sol, juntamente com todo o nosso sistema estelar, gira em torno do centro de nossa galáxia, a Via Láctea, a uma velocidade de 864.000 km por hora.

A nossa Via Láctea, gira em torno de um grande Atrator, a uma velocidade de Dois milhões de quilômetros por hora.

E sabe-se lá, com que velocidade e direção esse Atrator se desloca pelo espaço...

Já entendeu o porquê de uma hipotética máquina do tempo, necessitaria ser montada dentro de uma nave, e não na superfície da Terra?

Explico: Vamos supor que a máquina esteja na superfície da Terra. Você entra nela, ajusta a máquina para que ele viaje a uma determinada época, digamos, 100 anos para o passado.

A máquina se desmaterializa no presente e se materializa no passado.

Surpresa, surpresa. Há cem anos, a Terra estava em um determinado ponto do espaço, e não no ponto onde ela se encontra hoje, quando você acionou o mecanismo de sua máquina.

Possivelmente, existem muitas probabilidades hipotéticas: A máquina se materializaria dentro de uma estrela que estaria agora, naquele mesmo ponto do passado, onde a Terra se encontrava, você poderia se materializar dentro da superfície de um planeta, dentro de uma montanha desse planeta, dentro de um meteoro, ou em um ponto vazio do espaço, que estaria agora, no mesmo ponto em que a Terra estivesse no passado, quando você acionou a máquina.

Isso aconteceria por que a máquina teria viajado no tempo para o passado, mas não teria viajado pelo espaço.

Bom, vamos supor que a máquina esteja montada dentro de uma nave em órbita da Terra.

Para que você pudesse, ao acionar a máquina, se materializar no mesmo tempo do passado onde a Terra estava localizada há cem anos, a nave precisaria se deslocar numa velocidade muito maior do que a própria velocidade da luz, precisaria se deslocar de um ponto do espaço, para outro ponto do espaço, instantaneamente.

Além de ser impossível, existem outros problemas: Imagine a complexidade de um computador necessário para calcular a localização exata onde a Terra se encontraria em um determinado ponto do passado ou do futuro.

Sem contar que, ninguém explica como seria possível que uma nave contendo uma máquina do tempo, poderia se deslocar no tempo e no espaço, instantaneamente. Que tipo e quantidade de energia seriam necessários para tal deslocamento?

Quais das inquebrantáveis leis da natureza os físicos teóricos quânticos esqueceram-se de mencionar ou deixaram de levar em conta em seus cálculos?

Tá, então, se não podemos nos deslocar pelo espaço em altíssimas velocidades, próximas, iguais ou maiores do que a velocidade da luz, e também não podemos nos deslocar instantaneamente do presente para o passado, ou para o futuro, os teóricos quânticos sacarão uma última carta:

A hipótese dos muitos mundos, mais conhecida como hipótese dos outros universos coabitando o mesmo local que o nosso universo, mas, em dimensões diferentes de nossas três dimensões:

Segundo essa hipótese, que foi formulada para tentar corrigir certas aberrações matemáticas contidas na hipótese do espaço/tempo, poderiam existir outros universos além do nosso próprio universo. Esses universos seriam em uma quantidade quase infinita.

Bom, se são em uma quantidade quase infinita, as dimensões em que eles existem, também seriam obrigatoriamente, quase infinitas.

Dimensões e universos quase infinitos existindo e coabitando no mesmo espaço e local onde existe o nosso universo. Não poderíamos ver essas dimensões, afinal, seriam essas outras dimensões, invisíveis aos nossos sentidos, pois, nossos sentidos só poderiam ver e sentir as quatro dimensões do nosso próprio universo.

Alguém já leu o livro: “O MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS” de Carl Sagan? Leiam o capítulo: Um dragão na minha garagem!

Ah, tá, mas, se alguém acredita nessa hipótese dos muitos mundos, muitos universos contidos em muitas dimensões, eu tenho para lhes vender, um terreno de quinhentos alqueires, situado na superfície do Sol, em uma região com uma paisagem esplêndida e maravilhosa, com uma visão do nosso planeta e dos outros planetas do nosso sistema, e estou vendendo baratinho, baratinho...

Contudo, alguns teóricos quânticos, elaboraram calhamaços e calhamaços contendo equações e fórmulas matemáticas para tentar validar tal hipótese, indicando que existiriam pelo menos 11 dimensões. Ah tá, então só existiriam 11 universos e não infinitos universos, mas, a hipótese inicial não indicava que existiriam infinitos universos? Existiriam então, milhares de universos em cada uma das 11 dimensões?...

E as evidências, onde elas estão?

Devem estar em algum lugar próximo ao barzinho frequentado pelos unicórnios cor de rosa que habitam o planeta Júpiter, em uma outra dimensão...

Os aficionados pela física quântica devem estar agora, espumando de raiva, e sacarão a seguinte frase em defesa dela: “É graças à física quântica que você pode ter e usar computadores, é graças à física quântica que existem transistores, celulares, satélites, colisores de Hádrons, microscópios de tunelamento, etc., etc., etc.”.

Não, não é! É graças à boa e velha física clássica.

Existe na internet, um documentário chamado: “A história da Eletricidade”, produzido pela BBC. Ele tem duas horas e quarenta e oito minutos de duração, onde, o professor Jim Al-Khalili nos apresenta o lento processo que deu origem a todas as invenções baseadas na descoberta e utilização da eletricidade, e que acreditamos serem fruto da física quântica, mas não são. São frutos da boa e velha física, e muitas das descobertas, aconteceram por acaso.

O Link para acessar o vídeo, é: https://www.youtube.com/watch?v=8RN8no-WksI


Então, existiria alguma forma de se deslocar pelo espaço, de um sistema estelar para outro?

Sim, existiria, mas, não seria nem um pouco fácil e rápido, mas existiria.

Tendo por base, as leis da natureza, poderíamos singrar o espaço existente além do nosso sistema solar.

Para tal, existiriam pelo menos três hipotéticas possibilidades:

Uma delas seria a construção em órbita do nosso planeta, de uma nave robusta e grande o suficiente para sustentar a vida de um pequeno grupo de viajantes, grande o suficiente para suportar o aumento populacional gerado pelos viajantes e pelos descendentes desses primeiros viajantes, ao longo de bilhões de anos que duraria uma viajem para outro sistema estelar.

Seria uma “nave das gerações”, onde uma geração substituiria a geração anterior, ao passar dos anos, dentro da nave que singraria o espaço.

Seriam os descendentes longínquos dos tripulantes originais que atingiriam o local final da viagem, os tripulantes originais, há muito tempo teriam morrido.

O problema para construir essa nave, está na obtenção de recursos para levar esse projeto adiante, seriam necessárias milhares de viagens entre a superfície da Terra, até o local em órbita, onde seria construída a nave, para levarmos as toneladas de materiais necessários para isso.

Seriam gastos bilhões de toneladas de combustível para fazer esses foguetes levarem o material para a construção da nave.

E seria necessário construir milhões de foguetes para esse fim.

Outro problema é que precisaríamos construir uma base em órbita da Terra, capaz de manter e sustentar as centenas de trabalhadores que seriam necessários para construir tal nave.

Outra solução seria a construção de uma nave, através de módulos, que poderiam ser construídos na superfície da Terra e enviados para o espaço através de foguetes, mas esses foguetes precisariam ser enormes e consumiriam bilhões de toneladas de combustível.

Esses módulos, após atingir a órbita do planeta, se ligariam com os outros módulos que formariam a nave completa, para isso, cada módulo precisaria de um sistema de propulsão e navegação, para possibilitar o deslocamento e ligação aos demais módulos em órbita.

Uma nave construída em módulos não seria muito confortável para os tripulantes e seus descendentes, principalmente levando-se em conta, os milhões ou bilhões de anos em que os tripulantes passariam dentro dela.

Outro problema é que, uma nave em módulos, necessitaria de muito mais manutenção e reparos ao longo dos anos.

Por fim, temos uma terceira possibilidade:

Em vez de construirmos naves gigantescas ou naves modulares, poderíamos utilizar como naves, os meteoros com tamanho de uma grande cidade.

Tais meteoros se encontram na borda de nosso sistema estelar.

Poderíamos usar pequenas naves robóticas, ou seja, não tripuladas, para rebocar tais meteoros para a órbita de nosso planeta, essas naves levariam vários anos para chegar até onde estão localizados os meteoros e levariam outros vários anos para trazer um deles até nossa órbita. Ao longo dos anos em que o meteoro se encontre em nossa órbita, poderíamos cavar túneis de grandes dimensões dentro do meteoro.

Nesses túneis, colocaríamos todos os materiais necessários para manter a vida de uma pequena colônia. Muitos túneis permaneceriam vazios, para serem preenchidos futuramente, pelos descendentes dos primeiro colonos e deixaríamos as máquinas utilizadas para abrir esses túneis, para que os colonos abrissem outros túneis no futuro.

Esses túneis teriam que ser totalmente selados, depois de tudo pronto, para permitir que o oxigênio neles inseridos, não escapasse para fora do meteoro.

Nós já possuímos folhas artificiais que juntamente com as plantas cultivadas em alguns túneis, podem gerar oxigênio através das luzes instaladas nos túneis, reciclando o oxigênio.

No sentido do comprimento do meteoro, seriam instalados potentes motores de proa e popa, e no meio do comprimento total do meteoro, seriam equipados quatro pequenos motores, equidistantes entre si, para que, ao serem acionados, fizessem o meteoro girar em torno de seu próprio eixo, para gerar o efeito de gravidade artificial.

Um dos túneis dessa nave teria uma eclusa especial, contendo um sistema para que os tripulantes pudessem lançar pequenas naves de exploração, sem comprometer a atmosfera interna da nave.

A espessa camada que forma o meteoro protegeria os colonos que viveriam dentro dos túneis, dos nocivos raios estelares de alta energia e das micropartículas, partículas e pequenos fragmentos que se chocariam com a nave enquanto ela singra o espaço.

O mais interessante é que parte desse material se assentaria na superfície da nave, devido ao efeito de gravidade artificial, aumentando vagarosamente, a espessura do meteoro e protegendo ainda mais os seus ocupantes vivendo em seus tuneis.

Poderíamos nos comunicar com os tripulantes desses três tipos de nave que descrevi, somente por alguns anos, pois, quanto mais às naves se distanciarem, mais tempo levará para as mensagens irem e virem, até o momento em que, esta distancia seja tão grande, que uma mensagem levaria centenas de anos, para ser recebida.

Depois de milhares de anos que um desses tipos de nave tiver começado a viagem, possivelmente, os tripulantes dela, terão desenvolvido uma sociedade cuja cultura, será totalmente alienígena em relação à nossa cultura original.

Quem se habilita a ser um desbravador espacial, depois dessa explanação?

Preencham suas fichas de candidatura ao embarque, quem sabe, seus tatatatatatatataranetos sejam escolhidos um dia, para serem os primeiros astronautas de espaço profundo da humanidade.

Agora, a questão final, poderíamos receber ou termos sido visitados por alienígenas?

Não, não recebemos e não receberemos, qualquer forma de vida existente em outro sistema estelar, ou outra galáxia, enfrentaria os mesmos problemas da física que nós enfrentamos, a física é um compendio de leis imutáveis, doa a quem doer, independentemente do nível de tecnologia alcançada.   

Bom, após esse exaustivo texto, eu quero pedir desculpas, aos crentes na hipótese dos deuses astronautas, aos crentes na ufologia, aos crentes na cientologia, aos crentes em algumas das hipóteses da física quântica, aos cientificistas e aos crentes matemáticos que elaboraram tão “perfeitamente” seu trabalho matemático e teórico em quântica, para ganhar fama e dinheiro, vendendo hipóteses como se fossem Teorias.

Peço desculpas por abalar e demolir suas tão caras, bonitinhas, polidas e afáveis, crenças.